Para isso, existe a já tradicional, Feira de Vicente de Carvalho. À primeira vista, é uma feira comum, mas nela existe um número significativo de nordestinos vendendo para nordestinos. É possível comprar todos os produtos típicos da culinária nordestina por lá, mas encontram-se também produtos comuns a qualquer feira.
Numa outra barraca, com maior variedade de produtos, trabalha Júnior Fernando Teles Azevedo, com o pai e a irmã. “De segunda a segunda, nós fazemos todas as feiras do Guarujá”, comenta. Seu nome não deveria ser Fernando Teles de Azevedo Júnior? “Deveria, mas o cara do cartório era um gozador”, responde. O pai de Júnior, Fernando Teles de Azevedo, veio de Itabaiana, no estado de Sergipe, há vinte anos e desde então monta barraca para vender produtos nordestinos na região.
Em período de campanha eleitoral, o número de candidatos e carros de som é muito grande e “chega a atrapalhar os clientes.
É uma época fracassada”, reclama Nelson Oliveira Santos, sergipano que chegou a Vicente de Carvalho em 1980. Ele diz que começou a trabalhar com feira há 15 anos para ajudar com as despesas em casa, mas que, com exceção do período de festas como Natal e Ano-novo, as vendas “já não são mais como antigamente”.
Outro que quer complementar a renda, trabalhando como feirante, é João Bernardino. Natural do Rio Grande do Norte, ele explica que o dinheiro da aposentadoria “não é suficiente” e por isso se vê obrigado a colocar sua “barraquinha aos domingos”. Trabalha na feira há dez anos vendendo cebola, alho, mel e batata. “Minha barraquinha é pequena, mas é o que ajuda com as despesas”, diz Bernardino.
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