Em Torto arado, Itamar Vieira Junior retoma a força social do regionalismo de 1930, desloca o sertão da condição de paisagem e restitui à população negra do campo o direito de narrar sua história, seus mortos e sua luta.
Torto arado, de Itamar Vieira Junior, parece desenterrar aquilo que o Brasil trabalhou durante séculos para esconder. Sua matéria vem da terra, porém de uma terra muito diferente daquela que costuma aparecer nos discursos sentimentais sobre raízes, pertencimento e identidade. A terra do romance produz alimento e sustenta a memória, ao mesmo tempo que conserva os vestígios da escravidão, os cadáveres abandonados pelo caminho, os nomes apagados dos registros e as marcas de uma violência que atravessa gerações. Quando Bibiana e Belonísia encontram uma faca na mala guardada por Donana e, movidas pela curiosidade infantil, colocam a lâmina na boca, a narrativa instaura uma de suas imagens centrais: a história brasileira é uma faca antiga, transmitida como herança, escondida entre objetos domésticos, à espera do momento em que voltará a ferir. A língua cortada de Belonísia representa um trauma pessoal, embora pertença também a uma comunidade cuja palavra foi sequestrada. A partir desse acontecimento, a voz da irmã passa a habitar sua ausência. Uma fala pela outra, uma escuta o que a outra cala, e ambas começam a descobrir que nenhuma voz individual consegue dizer inteiramente uma história construída pela servidão coletiva.
Publicado inicialmente em Portugal, em 2018, após vencer o Prêmio LeYa, e lançado no Brasil no ano seguinte, Torto arado encontrou uma recepção raramente concedida a um romance de forte conteúdo social. Seu sucesso pode parecer surpreendente em um período dominado pela dispersão digital e pela redução da experiência a imagens rápidas. Airton Pott, em sua tese de doutoramento As vozes identitárias envolvidas no romance: condução e atualização do texto por receptores de Torto arado, de Itamar Vieira Junior, defendida em 2024 na Universidade de Passo Fundo, estudou justamente a maneira como os leitores atualizam as vozes culturais e identitárias do livro em suas resenhas publicadas no Skoob. Amparado pela Estética da Recepção de Hans Robert Jauss e Wolfgang Iser, Pott demonstra que o romance adquiriu novos sentidos ao circular entre leitores de formações diversas. Questões como racismo, propriedade, identidade, ancestralidade e violência de gênero passaram a ser interpretadas a partir das experiências daqueles que liam. Essa multiplicação de sentidos ajuda a compreender o fenômeno: Torto arado fala de uma comunidade específica da Chapada Diamantina e, por meio dela, alcança leitores que reconhecem no destino de Água Negra uma parte da formação histórica brasileira. O romance realiza, assim, um movimento característico das grandes obras: aprofunda-se em um lugar até encontrar as estruturas de um país inteiro.
A força dessa representação guarda uma relação direta com a trajetória intelectual e profissional do escritor. Geógrafo de formação e servidor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Itamar Vieira Junior conheceu de perto comunidades rurais e quilombolas, acompanhando processos de reconhecimento territorial e regularização fundiária. Sua tese de doutoramento, defendida na Universidade Federal da Bahia em 2017, recebeu o título Trabalhar é tá na luta: vida, morada e movimento entre o povo da Iuna, Chapada Diamantina. O estudo analisa formas de trabalho, moradia, deslocamento, parentesco e organização política em uma comunidade negra rural. A proximidade cronológica entre a defesa da tese e a publicação do romance torna inevitável a comparação entre os dois trabalhos, desde que ela seja conduzida com algum cuidado. Torto arado supera qualquer tentativa de ser lido como simples transposição ficcional de uma pesquisa etnográfica. A tese fornece ao escritor uma experiência histórica e humana, uma escuta prolongada das comunidades e um conhecimento concreto das estruturas fundiárias; o romance transforma tudo isso em forma, voz, conflito, imagem e ritmo. A pesquisa ajuda a conhecer o mundo; a literatura faz esse mundo respirar.
Essa relação foi examinada por Rafael Silveira da Silva em O reflexo da luta no papel: as conexões entre a Tese de Doutoramento e o Torto Arado de Itamar Vieira Junior. O pesquisador destaca que a atuação de Vieira Junior na regularização de terras quilombolas contribuiu para a densidade com que o romance representa as relações de trabalho e moradia no campo. Em Água Negra, os trabalhadores cultivam a terra há gerações, constroem suas casas, enterram seus parentes e alimentam os proprietários, embora permaneçam impedidos de exercer plenamente o direito de habitar. Não podem erguer casas de alvenaria, dependem da autorização dos donos e veem parte de sua produção ser apropriada como pagamento pelo uso da terra. A antiga escravidão desapareceu dos códigos jurídicos e sobreviveu nas relações econômicas, nos costumes, na autoridade patronal e na naturalização da obediência. A liberdade formal chegou sem que a população liberta recebesse condições materiais para exercê-la. O romance expõe, nesse ponto, uma das permanências mais brutais da história brasileira: a abolição libertou juridicamente o trabalhador e preservou intacta a propriedade que o mantinha subjugado.
A Lei de Terras de 1850 paira sobre esse universo como um fundamento ausente, raramente nomeado pelas personagens, embora decisivo para suas vidas. Ao transformar a compra na principal forma legal de acesso à terra, essa legislação criou uma barreira para escravizados, libertos, pobres e comunidades que se relacionavam com o território por meio da posse coletiva e do trabalho. O latifúndio brasileiro encontrou na lei a legitimação de uma violência praticada antes pelos capitães do mato e, depois, pelos títulos de propriedade, pelos cartórios, pelas cercas e pelos homens armados. Os habitantes de Água Negra vivem o paradoxo de pertencer à terra sem possuir o documento que provaria esse pertencimento diante do Estado. Eles conhecem seus rios, suas plantas, seus encantados e seus mortos; os proprietários possuem o papel. A história fundiária do Brasil poderia ser resumida por esse confronto entre a experiência e o documento: de um lado, quem fez a terra produzir; de outro, quem aprendeu a assinar sobre ela o próprio nome.
Essa dimensão aproxima Torto arado do romance regionalista de 1930, cuja influência sobre Vieira Junior aparece tanto na escolha do espaço rural quanto na representação das estruturas econômicas. Em A bagaceira, de José Américo de Almeida, O quinze, de Rachel de Queiroz, Terras do sem-fim, de Jorge Amado, São Bernardo e Vidas secas, de Graciliano Ramos, o Nordeste deixa de funcionar somente como território pitoresco e se converte em espaço de interpretação do Brasil. A seca, o coronelismo, a exploração do trabalho, a migração e a concentração fundiária integram uma mesma estrutura histórica. Antonio Candido observou que a literatura brasileira desenvolveu uma consciência progressiva do subdesenvolvimento, ultrapassando a descrição encantada das particularidades regionais e descobrindo os conflitos que produziam a miséria. O romance de 1930 participa decisivamente dessa passagem. Seus escritores compreenderam que o drama de uma família de retirantes, de um trabalhador do cacau ou de um agregado encerrava uma interpretação das relações entre propriedade e poder.
Rafhael Borgato, no artigo “A persistência do regionalismo em Torto arado”, situa a obra no âmbito de um neorregionalismo e recorre ao conceito de residualidade cultural, derivado de Raymond Williams, para explicar a permanência dessa tradição. Segundo Borgato, o livro recupera a ideia de um “Brasil profundo” cristalizada pelo romance social de 1930, mantendo o espaço rural no centro da narrativa em uma época na qual parte considerável da ficção brasileira se voltou para as experiências metropolitanas. A expressão “persistência do regionalismo” merece atenção: o regionalismo persiste porque também persistem os problemas que lhe deram origem. A concentração da terra, a precariedade do trabalho rural, o poder privado exercido sobre comunidades inteiras e a conversão da pobreza em destino hereditário atravessaram o século XX e chegaram ao XXI. Quando uma estrutura social se recusa a morrer, as formas literárias criadas para interpretá-la encontram razões para regressar.
A influência de 1930 aparece com particular nitidez no diálogo entre Belonísia e Fabiano, de Vidas secas. Ambos experimentam a dificuldade da palavra e vivem submetidos a relações que reduzem sua capacidade de compreender e contestar o poder. Fabiano desconfia das palavras porque percebe nelas um instrumento usado pelos homens instruídos para humilhá-lo; Belonísia carrega no corpo a impossibilidade física da fala. A aproximação revela também uma transformação decisiva. Em Graciliano Ramos, a secura da linguagem acompanha a redução da vida ao mínimo, e o narrador em terceira pessoa se aproxima cautelosamente da consciência dos retirantes. Vieira Junior entrega a palavra às próprias mulheres da comunidade. Bibiana e Belonísia narram as duas primeiras partes; na terceira, a voz pertence a Santa Rita Pescadeira, entidade do jarê que atravessa tempos e corpos. O sujeito historicamente observado pela literatura torna-se narrador de sua própria experiência. A mudança do foco narrativo contém uma mudança política: Água Negra deixa de ser vista de fora.
O regionalismo de Torto arado também se distancia de qualquer tendência a tratar as personagens como exemplares de uma coletividade homogênea. Bibiana e Belonísia compartilham a infância, o acidente e a ligação com a terra, seguindo depois caminhos diferentes. Bibiana parte com Severo, conhece outras formas de organização e regressa munida de uma consciência política capaz de nomear a exploração. Belonísia permanece, aprende com o pai os segredos do solo e conhece no casamento com Tobias a violência exercida dentro da casa. Uma transforma a revolta em discurso comunitário; a outra converte o silêncio em percepção aguda do mundo. Suas trajetórias se afastam e continuam interligadas, como se cada irmã carregasse a metade de uma linguagem rompida pela faca.
A tese de Camila Gonçalves da Costa, O protagonismo feminino em Torto arado, de Itamar Rangel Vieira Junior, defendida em 2023 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, examina essa construção a partir da história das mulheres, dos estudos de gênero e da teoria narrativa. Para Costa, Bibiana e Belonísia escapam aos estereótipos femininos e incorporam as complexidades da experiência das mulheres rurais: o trabalho doméstico sem remuneração, a dominação masculina, as violências física, sexual, emocional e estrutural, além da luta por identidade e justiça. Essa leitura permite perceber que o conflito fundiário se reproduz no interior das relações afetivas. A lógica da posse atravessa a terra e o corpo feminino. Tobias acredita exercer sobre Belonísia um direito semelhante àquele que os proprietários reivindicam sobre Água Negra. Em ambos os casos, a violência nasce da crença de que alguém pode ser convertido em propriedade.
A centralidade das mulheres distingue o romance de parte expressiva da tradição regionalista. Nos romances de 1930, encontramos personagens femininas memoráveis — Sinhá Vitória, Conceição, Madalena —, embora o universo social seja frequentemente organizado em torno da ação masculina, do coronel, do trabalhador, do cangaceiro ou do migrante. Em Torto arado, as mulheres guardam a memória, asseguram a continuidade da comunidade e elaboram as formas mais profundas de resistência. Donana conserva a faca; Salustiana transmite uma genealogia; Miúda incorpora Santa Rita Pescadeira; Bibiana articula a luta; Belonísia conhece a terra pelo tato e pelo trabalho. Até o silêncio feminino, tantas vezes confundido com submissão, adquire uma potência subterrânea. A língua de Belonísia foi mutilada, mas sua consciência jamais se torna muda.
O jarê desempenha uma função igualmente importante nessa renovação do regionalismo. Zeca Chapéu Grande é trabalhador, curador e liderança espiritual. Em sua casa, os encantados incorporam, aconselham, dançam e tratam as dores da comunidade. O sobrenatural pertence à realidade cultural de Água Negra. Santa Rita Pescadeira, narradora da última parte, amplia o tempo do romance para além da vida individual e atravessa a memória dos que foram escravizados, explorados e mortos. Sua voz desfaz a separação entre história e mito. Aquilo que os arquivos oficiais esqueceram permanece guardado pelas entidades, pelos rituais, pelo corpo e pela oralidade.
Esse recurso aproxima Vieira Junior de uma tradição que ultrapassa o romance de 1930 e alcança Guimarães Rosa, sobretudo pela maneira como a linguagem e a experiência espiritual reorganizam o sertão. Ainda assim, Água Negra conserva uma configuração própria. O sertão rosiano cresce em direção à metafísica; o de Vieira Junior mergulha na memória afro-brasileira e na experiência quilombola. A entidade encantada não funciona como ornamento folclórico ou solução fantástica. Ela ocupa a narração porque os mortos também participam da disputa pela terra. O latifúndio conta sua história por escrituras e genealogias familiares; a comunidade responde por meio dos ancestrais. O documento declara quem comprou. A memória recorda quem sangrou.
A estrutura tripartida do livro — “Fio de corte”, “Torto arado” e “Rio de sangue” — organiza essa passagem da ferida íntima à consciência histórica. O fio da faca inaugura o trauma. O arado torto fornece a imagem de um trabalho incapaz de abrir um sulco reto em uma sociedade deformada pela desigualdade. O rio de sangue reúne as violências dispersas e revela que os acontecimentos de Água Negra pertencem a uma corrente secular. A morte de Severo ocupa posição decisiva nesse processo. Assassinado por organizar politicamente os moradores, ele passa a ser apresentado pelos agentes do poder como criminoso, confirmando uma prática antiga: depois de eliminar o insurgente, é preciso eliminar também a legitimidade de sua insurgência. Bibiana entende que o assassinato do marido ultrapassa uma vingança pessoal. Matar Severo significa tentar devolver a comunidade ao medo.
Torto arado toca uma questão fundamental da literatura social: como representar a injustiça sem converter o romance em demonstração de uma tese? A resposta de Vieira Junior encontra-se na construção das vozes. Os conflitos políticos nascem das experiências concretas das personagens. A consciência de Bibiana amadurece por meio da partida, do amor, da maternidade, da educação e do retorno. A revolta de Belonísia surge do corpo ferido, do trabalho e da violência doméstica. A luta coletiva aparece como consequência da vida, não como discurso introduzido de fora pelo escritor. O conhecimento acadêmico e profissional de Vieira Junior sustenta o universo narrativo, enquanto a literatura impede que esse conhecimento permaneça abstrato. A estatística sobre trabalhadores rurais torna-se o peso da enxada. A expressão “conflito fundiário” ganha o rosto de um homem morto. A “vulnerabilidade social” passa a ter a voz de uma mulher que perdeu a língua.
Também por isso convém resistir a uma celebração inteiramente apaziguadora do romance. O enorme sucesso de Torto arado pode produzir o conforto de acreditar que a leitura equivale à reparação. Uma sociedade é capaz de premiar a narrativa dos oprimidos e continuar preservando as condições que os oprimem. Pode transformar a violência em tema literário, a ancestralidade em mercadoria cultural e a pobreza rural em experiência estética consumida nos centros urbanos. A recepção examinada por Airton Pott mostra a capacidade do livro de mobilizar leitores; ela também nos obriga a perguntar o que acontece depois da comoção. O horizonte ético de uma obra começa no momento em que fechamos suas páginas e percebemos que Água Negra não desapareceu com o fim da narrativa.
A grande realização de Itamar Vieira Junior está em retomar a tradição regionalista sem produzir uma reprodução tardia de seus procedimentos. O romance herda de 1930 a consciência de que a terra organiza a vida social brasileira, aprende com Graciliano Ramos a relacionar privação da palavra e privação de direitos, aproxima-se de Jorge Amado na representação das comunidades baianas e encontra em Rachel de Queiroz uma linhagem de mulheres confrontadas pela dureza do sertão. A essas influências acrescenta a experiência histórica quilombola, o protagonismo feminino, a religiosidade do jarê e uma arquitetura narrativa na qual os vivos precisam dividir a palavra com os mortos. O resultado revela uma continuidade literária e uma correção de perspectiva. O velho regionalismo apresentou o povo rural ao país; Torto arado permite que esse povo tome a narração e apresente o país a si mesmo.
Ao final, Santa Rita Pescadeira encontra um corpo para agir. A encantada sem morada atravessa a história à procura de quem ainda possa recebê-la. Sua presença confere à vingança uma dimensão ancestral: o gesto individual carrega a força dos que foram escravizados, expulsos, silenciados e enterrados sem nome. A faca da infância reaparece no destino das personagens como se a história fechasse um círculo. Ela feriu a língua de uma menina e revelou o silêncio de uma comunidade; décadas depois, torna-se instrumento de libertação. A catarse do romance nasce desse reconhecimento terrível: a mesma lâmina pode cortar a voz e romper o medo.
Belonísia, que parecia condenada ao silêncio, nunca esteve inteiramente calada. Falava quando plantava, quando tocava a terra, quando recusava a submissão, quando guardava os mortos e quando ouvia a irmã. Sua língua perdida reaparece multiplicada nas vozes de Água Negra. O arado está torto porque torta foi a história que distribuiu a terra, a palavra e a vida. Ainda assim, ele continua abrindo o chão. O sulco desvia, encontra pedras, atravessa raízes e toca ossos antigos. E de dentro dessa terra, onde os senhores imaginaram haver enterrado para sempre seus crimes, levanta-se uma voz. Primeiro baixa, quase confundida com o vento. Depois funda, cheia de nomes. Por fim, ampla como um rio que rompe as margens. É a voz dos que trabalharam sem possuir, morreram sem registro e viveram sob a ordem de permanecer calados. Quando ela enfim atravessa o sertão, compreendemos que nenhuma língua foi perdida por completo: durante todo esse tempo, era a própria terra que estava aprendendo a falar.
Referências
BORGATO, R. A persistência do regionalismo em Torto arado. Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Belo Horizonte, v. 35, n. 1, p. 152–166, 2025. Artigo e DOI.
CANDIDO, A. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.
COSTA, C. G. da. O protagonismo feminino em Torto arado, de Itamar Rangel Vieira Junior. 2023. 176 f. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas, 2023. Repositório da UFMS.
POTT, A. As vozes identitárias envolvidas no romance: condução e atualização do texto por receptores de Torto arado, de Itamar Vieira Junior. 2024. 219 f. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, 2024. Repositório da UPF.
RAMOS, G. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2011.
SILVA, R. S. da. O reflexo da luta no papel: as conexões entre a Tese de Doutoramento e o Torto Arado de Itamar Vieira Junior. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2024. Repositório da UFSC.
VIEIRA JUNIOR, I. “Trabalhar é tá na luta”: vida, morada e movimento entre o povo da Iuna, Chapada Diamantina. 2017. 293 f. Tese (Doutorado em Estudos Étnicos e Africanos) — Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017.
VIEIRA JUNIOR, I. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.
WILLIAMS, R. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.

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